30.8.06

Veja só como são as coisas...

Não tem jeito. Todo esse carnaval astrológico em torno de Plutão foi elocubrado com o único propósito de esconder uma simples verdade: foi só mandar um brasileiro pro espaço que já sumiu um planeta. E o Lula, provavelmente, não sabia de nada.

21.8.06

Pequenas doses

Cada um tem suas pequenas receitas de felicidade. Pode ser um pôr-do-sol, pode ser um sorvete de creme com calda de chocolate. São os simples finais felizes para dias não necessariamente tristes, mas cansativos ou estressantes. Minifúndios de alegria adquirida. Nesta segunda-feira, em que comecei a trabalhar às 5 da manhã, foi sentar-me à cadeira do barbeiro para zerar o cabelo e fazer a barba, vendo a Flávia Alessandra peladona na Playboy. Me fez um bem danado, e pelo meus cálculos devo ter remoçado uns 5 anos, a julgar pela nova imagem no espelho. Hugh Hefner é mesmo um gênio... assim como o meu barbeiro.

16.8.06

Mais um passo em direção à incerteza

Atenção. Sem ponto de exclamação, para não soar alarmista, mas sem reticências, para não parecer que temos todo o tempo do mundo para refletir sobre o sexo dos anjos - Atenção: seqüestraram um jornalista. Não foi no Oriente Médio, nem na Colômbia já-não-tão-cartelizada. Foi em São Paulo. Aqui no Brasil. A poucas ruas da redação da mais influente emissora de televisão do país. E olha que isso é dizer muito, porque brasileiros gostam muito de assistir televisão.
Não pediram resgate em cifras. Se aproveitaram dos números de audiência para exigir a exibição de um vídeo com pedidos absurdos de privilégios e regalias penais em nome dos mesmos facínoras que transformaram a própria São Paulo num inferno. Conversa vai, conversa vem, e entre o delírio eleitoral do ex-governador que não fala sobre segurança pública mas quer ser o presidente de amanhã; a tergiversação crônica do ministro que parece mais ocupado em desconversar sobre os escândalos do presidente de hoje; e um secretário estadual que parece entender a polícia como um canil de cães raivosos a serem atiçados contra bandidos em também elevado grau de sandice, a maior e mais influente emissora de TV do país virou refém. E isso é dizer muito, porque brasileiros gostam muito de assistir televisão.
Sem ter o que fazer, e exercendo legítima preocupação institucional com a preservação da vida de seu funcionário, a empresa levou ao ar o famigerado vídeo. Grande erro. O custo em vidas pode ser maior no futuro, se PCC, CV, TC, ADA e tantos outros grupos clandestinos resolverem adotar o expediente para angariar espaço editorial. E todos sabemos que por aqui não há CIA, FBI ou NSA que dê jeito. Só mesmo a PF, que - coitada! - tem só duas letras na sigla. E um monte de outras coisas para se preocupar que não administração penitenciária em nível estadual - A começar pela retidão de propósito e ação da própria PF.
Uma nota sobre administração penitenciária: construíram um mega-presídio no Paraná, em que o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD, mas um na sopa de letrinhas) é levado às últimas conseqüências. São mais de duzentas celas. Seria ótimo pouso para o Sr. Marcola. Mas só Beira-Mar está hospedado lá. É isso mesmo. Só o Beira-Mar. Muito inteligente, não? Enquanto isso, em São Paulo, criminosos recebem o sagrado indulto do Dia dos Pais. Que idílico...
De volta à vaca fria: milhares de analistas falaram, e a grande emissora garantiu voz ativa a quem corroborou a atitude de veicular o tal vídeo. Atenção: ficou cheirando a edição tendenciosa. Não é possível que a nossa Fantástica revista semanal de domingo não tenha encontrado um do contra sequer. Mas tudo bem. O que importa é que o rapaz foi libertado e passa bem. Então, tudo acabou como deveria.
...Só que não acabou.
Atenção, muita atenção: seqüestraram um jornalista. A bandidagem rompeu mais uma barreira. Olhos abertos: muitos repórteres acreditam na ilusão de um distanciamento sociológico da notícia, e poderiam até então pensar que estavam para sempre a salvo da violência que retratam cotidianamente. Ledo engano. Ser repórter no Brasil pode ser perigoso. Muito perigoso. E não há nada de acadêmico ou sociológico nisso. Já não é mais preciso subir o morro para correr o risco de morrer queimado (Salve, Tim! Rogai por nós!). Nestes dias tão estranhos, se o repórter não vai até o algoz, o algoz vem até o repórter.
Você por acaso se lembra do tempo em que se perguntava "Meu Deus, o que será que vai acontecer se eles resolverem sair das favelas e atacar no asfalto?" Faça um esforço, você vai se lembrar. Deve ter sido lá pela metade da década de 90... Pois está acontecendo. Seqüestraram um jornalista. As leis da guerra dizem que não se deve matar um mensageiro sob bandeira de trégua. Mas em tempos de caos urbano em tão óbvia ebulição, quem é o mensageiro? Qual é a mensagem? Existe trégua?
Atenção. Seqüestraram um jornalista. Negociar e ceder foi péssimo negócio. Se a moda pega, cada repórter vai virar um alvo em potencial, e nós não estamos falando de telefonemas anônimos sob ordens de um deputado que de fato não vai matar ninguém porque já está sob a vigilância dos flashes. Estamos falando de atores do silêncio e do breu social, que não têm nada a perder, e para os quais a vida - seja própria ou alheia - vale muito pouco diante do exercício de terror e afronta a uma máquina pública já enfraquecida por demais em todos os níveis para cuidar e proteger o cidadão comum. E o problema maior de tudo isso é que a história virou notícia de TV. O repórter, que poderia (deveria?) ser preservado, foi transformado na celebridade instantânea do fim de semana, a epítome maior de mais um passo que damos em direção à falência institucional do país. Os bandidos conseguiram tudo o que queriam. Viraram heróis classistas em uma operação meticulosamente bem executada. Com um detalhe: não precisaram de serviço de inteligência ou escutas telefônicas no plajamento - todo o circo foi armado com uma simples tocaia na padaria da esquina. Tudo transmitido via satélite, para milhões de espectadores no sofá da sala. Afinal, brasileiros gostam muito de assistir televisão.

10.8.06

Pela Simplicidade

Sherlock Holmes e Dr. Watson vão acampar. Montam a barraca e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho,deitam- se para dormir. Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas.
Holmes então pergunta:
- E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto, depois enumera:
- Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galaxies e, potencialmente, bilhões de planetas. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de Sorte. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar. Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e insignificantes. Metereologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correto?
Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:
- Watson, seu imbecil! Significa apenas que alguém roubou nossa barraca!

7.8.06

O Porquê

Olha, eu admito...
Isto aqui está às moscas. O editor, humildemente, pede desculpas. E diz que se emenda um dia. Mas um dia é só um dia. Pode não ser hoje, muito provavelmente não será amanhã. E para quem quer saber o(s) motivo(s), o menino que reside em mim desavergonhadamente admite :
Battle for Middle Eath I
Battle for Middle Earth II
...E lá se vai o tempo que eu poderia dedicar a Letras Mortas: está sendo investido em auxiliar Gandalf e Aragorn na difícil missão de salvar a Terra Média, diretamente da tela do meu PC. Meninice. Mas está sendo ótimo. Para os chegados, recomendo ambos os títulos. E o primeiro, como de praxe, é melhor do que o segundo. Então, dito isso, volto um dia... após a derrota final de Sauron.
Uma nota oceânica: não importa o que te digam - the worst day diving is irrefutably better than the best day working.

20.7.06

Pequenas coisas

Hoje eu estava por perto e visitei uma amiga de surpresa, bem no meio do expediente. Valeu muito a pena. Ela ficou feliz, e eu também. Não é bom, isso?
...Sem mais para o momento. Ando um pouco sem ter o que dizer.

10.7.06

Tsc, tsc, tsc...

Tá legal... eu aplaudi Zidane. Aplaudi mesmo. Mas fiquei sem entender como é que um sujeito joga fora de forma tão estúpida a chance de fechar com chave de ouro a carreira. E mais: se era para dar a bendida cabeçada, não era mais prático dar logo na cara e quebrar de vez o nariz do zagueiro? Porra, que idiota!

7.7.06

Aplausos para o "maestro"

Eu não sei quem escrevu. Apenas recebi por e-mail de uma colega de trabalho. Mas é, sem dúvida, a melhor resenha que já li sobre o desastre de Frankfurt.
Não chorem. Aplaudam Zidane. Perder tempo discutindo Parreira? Tentando entender os motivos que fazem Roberto Carlos e Cafu errarem todos os lances como meros amadores nervosos numa peneira? Pra quê ousar entender o que acontece com Ronaldinho Gaúcho de verde e amarelo? Até onde vai a nossa vontade e a realidade do que se chama "CRAQUE"?
Aplaudam Zidane! Passamos 90 minutos vendo os mais caros jogadores do planeta, donos de 90% das propagandas de TV, andarem, errarem, ficarem nervosos, enquanto aquele senhor, de 34 anos, em má fase e quase sacado do time nas oitavas, literalmente acabava com 11 badalados "gênios" do futebol mundial.
Não lamentem, apenas aplaudam Zidane. Queriam show? Tiveram! Queriam craque? Ali estava! Queriam o melhor do mundo? Ele era o carequinha de branco, com a 10. Queriam lances de gênio? Ele nos deu. Queriam lançamentos perfeitos? Ele os fez. Queriam a vaga nas semifinais? (...) Essa, ele nos tomou.
Agora... não percam os próximos dias reclamando, xingando, procurando culpados. Percam horas aplaudindo Zidane! Vejam de novo a partida com calma, apreciem o bom futebol e a personalidade de um verdadeiro craque. Aquele que decide, que resolve quando precisa, que chama pra si, que arrisca, que mantém a calma e que sabe quem é e do que é capaz. Aplaudam! Vamos!! Queriam um novo Maradona? Um novo Zico? Aplaudam! Está no fim, aproveitem!! O craque da década não é negro, brasileiro, magrelo e habilidoso. Também não é bonito, inglês, nem brasileiro e bom menino. Também não é um garotinho nervoso inglês, muito menos um raçudo anão argentino. O craque é o mesmo de 1998, pois craque, aquele de verdade, não esquece como se joga futebol e não se omite na hora do vamos ver.
Não tenham raiva da França. Eles não bateram, não catimbaram. Apenas jogaram futebol. Não torçam contra eles, pois eles têm Zidane, e quem tem tudo isso, não merece ser "secado". A arbitragem, que dezenas de jornalistas colocaram em dúvida, prevendo uma conspiração mirabolante, foi totalmente favorável ao Brasil. Errou contra Gana, errou 3 vezes bisonhamente contra a França, e não teve a menor parcela de responsabilidade na nossa eliminação.
Enfim, meus amigos, eu não vou conseguir dormir muito bem (hoje) não... Tô triste, sem graça, querendo enfiar a cara no travesseiro e até chorar de dó desse povo que parou pra (ver) isso. Mas perder faz parte, e muitas lições devem ser tiradas dessa derrota que, insisto, considero normal. Perdemos para um time de Henry, Zidane, Wiltord, Thuram, Barthez. Não foi pra uma equipe qualquer, e o futebol é assim. Agora, me dêem licença. Vou aplaudir Zidane.

28.6.06

Quem de Nós Dois

- Nas palavras de Ana Carolina:

Eu e você
Não é assim tão complicado, não é difícil perceber
Quem de nós dois vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara...
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
- O que eu já nem preciso!

Sinto dizer
Que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois não cabe mais nenhum segredo
- Além do que já combinamos.
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso, meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço,
Eu não esqueci nada

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro.
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

Eu procurei
Qualquer desculpa pra não te encarar
Para não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar...
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades,
Você conhece o meu sorriso, lê no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
- O que eu já nem preciso!

23.6.06

E o Brasil, hein?! (2)

Uma singela indagação a Parreira, nas palavras de Drummond - um sujeito que, a cada dia me convenço mais - sabia realmente das coisas:
"...E agora, José?"

14.6.06

7.6.06

Versos natimortos sobre a esclerose

Dia desses deparei-me com um pentelho branco.
Estava lá, impávido e único, desafiando a negrura de minha virilidade.
Mandou-me recado sobre a inexorabilidade do tempo,
E disse-me que minha pessoal e grata noção de juventude carece de aplicabilidade prática em termos temporais indefinidos.
Chamou-me de velho, bem na minha cara - ou, melhor dizendo, em outra parte mui cara de minha anatomia
- que merda!

...Arranquei-lhe.

29.5.06

Tempo, mano véio

Nas palavras de Fernanda Takai...

"Tempo amigo, seja legal
(Eu) conto contigo pela madrugada
...Só me derrube no final."


Feliz Aniversário para mim!

26.5.06

Registro fotográfico

Uma pergunta para você, caro leitor. Responda com sinceridade...
Você está no Rio de Janeiro, em meio ao caos que só as enchentes cariocas podem causar. Voce é um reporter fotográfico, e está fazendo a cobertura de sua vida, tirando as fotos mais chocantes de momentos dramáticos causados pela força das águas. De repente você mira sua câmera para um casal sendo arrastado pela correnteza de um canal que transbordou, e reconhece Rosinha Matheus e Anthony Garotinho. Os dois lutam desperadamente contra um provável afogamento, mas estão sendo vencidos. É um momento de decisão: você tem a oportunidade de resgatá-los e perder uma foto espetacular, ou pode não interferir nos acontecimtos e tirar a fotografia do ano. Baseado em seus principios éticos e morais, sem esquecer os fatores fraternidade e solidariedade humanas, responda sinceramente:
...Havendo tempo para trocar o filme, você faria a foto em preto e branco ou colorida?

17.5.06

Peraí!!

Deixa ver se eu entendi direito: toda essa confusão em São Paulo, que deixou mais de 80 mortos, outras tantas dezenas de feridos, e colocou o centro financeiro do país em toque de recolher, foi planejada a partir da venda da gravação de uma sessão revervada de uma CPI aos "advogados" de um dos criminosos mais perigosos do país? (...) E quem vendeu foi um funcionário do Congresso Nacional, assim, na cara dura, sem um intermediário sequer? - Caramba... e eu pensava que já tinha visto de tudo nesse país.
Uma nota mesquinha e inapropriada de bairrismo carioca: levante a mão quem já ouviu, nesses últimos dias, algum paulista dizer que "a situação não é assim tão feia, a imprensa é que extrapola a realidade." Ah, se essa bagunça tivesse sido no Rio...

16.5.06

Conste nos autos

Mamãe, eu te amo. Simples assim. Pronto. Só deu vontade de dizer.

15.5.06

O Drama de Juquinha

Um exemplo saudável de má utilização do correio-eletrônico numa manhã friorenta de segunda-feira:
A professora pergunta na sala de aula:
- Pedrinho qual a profissão de seu pai?
- Advogado, professora.
- E a do seu pai, Mariazinha?
- Engenheiro.
- E o seu, Aninha?
- Ele é médico.
- E o seu pai, Juquinha, o que faz?
- Ele...Ele... Ele é dançarino numa boate gay!
- Como assim? - pergunta a professora, surpresa.
- Fessora, ele dança na boate vestido de mulher, com uma tanguinha minúscula de lantejoulas. Os homens passam a mão nele, põem dinheiro no elástico da tanguinha e depois saem para fazer programa com ele.
A professora prontamente dispensa toda a classe, menos o constrangido Juquinha. Boquiaberta, ela caminha até o garoto e novamente pergunta:
- Menino, o seu pai realmente faz isso???
- Não, fessora. Agora que a sala tá vazia, eu posso falar: ele é dirigente do PT, mas eu morro de vergonha de contar isso na frente dos outros.

9.5.06

Tem tudo pra dar m...

A assertiva não é minha, mas de outro filósofo contemporâneo que conheci recentemente. Tal máxima, tão clara e contundente, foi a réplica que ouvi ao comentar sobre a continuidade do processo de nacionalização de bens naturais iniciado na Bolívia por Evo Morales. Diz o hermano cocalero, já identificado por essas bandas como a encarnação política do mítico abominável homem dos Andes, que depois dos hidrocarbonetos virão as florestas, os rios, as terras. Os produtores brasileiros de soja que investiram alguns milhões no quintal do vizinho perderam o sono. Pudera: veja só o nome do ministro encarregado pela reforma agrária boliviana - Hugo Salvatierra...
Tem tudo pra dar merda.

3.5.06

Uma imagem e uma piada séria

Ainda namorando com a idéia de de escrever um texto machista e preconceituoso sobre os vagões exclusivos para mulheres nos trens e metrô do Rio de Janeiro. Mas, devo confessar, ando meio sem tempo e paciência para elocubrar e redigir com toda a acidez e cinismo que o assunto merece. Por hora, vai aí uma charge do Aroeira publicada em O Dia. Trabalho de mestre ao resumir, em uma imagem, toda a polêmica causada pela nacionalização do gás natural na Bolívia (...) E algo que seria uma piada velha, se fosse uma piada: eu apóio a greve de fome do Garotinho. Até o fim!