29.12.06

Igualzinho ao ano passado...

Investir mais tempo em mim. - Feito, mas mais nunca é demais!

Investir mais dinheiro em mim. - Feito. Idem ao anterior

Investir mais dinheiro no banco. - Feito. Idem ao anterior

Voltar a jogar basquete pelo menos uma vez por semana. - Não feito. Mas vou continuar tentando...

Voltar a mergulhar. Desta vez é sério. - Feito. Hora de fazer o curso avançado...

Pular de pára-quedas. Mas só se eu tiver coragem. - Não feito. Mais por falta de tempo e dinheiro que de coragem. Continua nos planos.

Pular sem pára-quedas em todos os projetos que me pareçam válidos e pertinentes. - Feito. Inclusive, eu tenho um novo emprego, e amo muito tudo isso.

Abraçar e beijar meus amigos e amigas. Mais e melhor. - É... Feito. Mas vamos continuar na luta!

Sem pretensões e motivações religiosas, perdoar. - Humm... Sei não...

Exercer um pouco mais de tolerância.

- Ou não. - Ou não...

...Tudo bem, tudo bem: risca a tolerância. Quero continuar sarcástico e debochado. Eu gosto assim. - Adoro Assim!

Conciliar minhas duas vocações, ainda que muita gente insista em me chamar de louco. - Tá difícil...

- Aliás, quero continuar louco, sob todo e qualquer aspecto. - Fácil!

Em 2006, espero continuar sorrindo. - Em 2007 também.

Muito. - Com certeza.

E quero também escrever uma mensagem de fim de ano mais original e menos piegas do que esta. - Fica pra 2008.

Que os Deuses Antigos me concedam autencidade para ser eu mesmo, só que melhor. - Amém.

Felizes 365 dias para todos. - Amém de novo.

PS: Alguém ainda passa por aqui?

27.11.06

Uma nota de louvor e graças

Obrigado, Senhor, pela alta tecnologia em processamento de dados aplicada à diversão eletrônica doméstica!
Graças aos Céus! - O Playstation 3 já é uma realidade!

9.11.06

Não há lugar melhor que o lar

A igreja da Penha quando se pousa no Tom Jobim.
A Guanabara e o Pão de Açúcar quando se aterra no Santos Dumont.
A fábrica de sabão quando se desce a Brasil.
O Fundão quando se vem pela Linha Vermelha.
Viajar é ótimo.
Mas chegar é melhor.

27.10.06

Só acontece comigo...

É uma dessas cenas inusitadas, que só mesmo uma idílica noite de sexta-feira pode produzir: o sujeito vontando da academia, divindo os exíguos quatro metros quadrados do elevador de serviço com uma linda e unida família de cinco gordos, todos armados com sundaes do McDonald's... Dá para começar o fim de semana com bom humor, não?
(...)
Torcendo para que consertem a bosta do elevador social na segunda-feira.

13.10.06

Filosofando com os peixes...

A minha singela contribuição para que você, caro leitor, tenha uma vida mais feliz e não morra do coração antes dos 40: não alimente suas nóias e problemas mais do que o necessário. Eles podem se voltar contra você...
"Quando vem maré de azar, baiacu estressado é bola." - Glauco Procurando Nemo Paiva

4.10.06

Lições aprendidas

Mantive o título, mudei o texto. Eu queria escrever aqui um comentário sobre a delicada relação entre repórteres e assessores de imprensa, tomando por base a cobertura do acidente aéreo da última sexta-feira. Após alguns minutos parado em frente à tela, cheguei à conclusão de que tenho medo de escrever esse texto. Não sei quem poderia vir a ler, não sei como iria me interpretar. Sentir-me impedido de escrever é algo absolutamente novo. E a sensação, posso dizer, é péssima. Iniciei várias frases, deletei-as todas. O cursor vai e vem numa dança inútil e irritante. Tanto a dizer; tanto receio de alimentar velhas e improdutivas polêmicas. Medo de irritar colegas que viraram amigos, vontade de fazer entender que, em certas horas, não se pode confundir relações pessoais com trabalho. Sinceramente, eu espero que compreendam isso... Eu acho que entendem. Quero acreditar que sim.
(...)
Era para ser um breve e produtivo ensaio, que levasse à reflexão sobre fluxo de informação e trabalho jornalístico. E tudo que consegui até agora foi esboçar um patético pedido de desculpas por erros que sei não ter cometido, enquanto, entre a cabeça e o teclado, alimento com vitaminas a indignação que estou sentindo com a atitude de alguns coleguinhas lá fora.
Talvez seja melhor parar e voltar outro dia. No campo pessoal, palavras não expressam o pesar por 154 vidas perdidas. No terreno profissional, têm sido dias de árduo aprendizado. Pelo que me vejo, de maneira acridoce, grato. É isso: não vai acabar amanhã, então vou calar a boca e continuar mastigando... só espero que não me venha um gosto amargo no final.

2.10.06

Agora é que são elas!

Eu juro que já desconfiava... Depois que o sujeito pagou o mico de não aparecer no debate, só podia dar nisso! E a piada do ano fica mesmo com o tal "núcleo de inteligência de campanha" petista. Fato: eles devem ter um rigoroso teste de Q.I., acompanhado de impossível seleção psicotécnica, para garantir que apenas zebras prenhas e avestruzes estéreis façam parte desse fechadíssimo grupo de inegável e devastadora influência... sobre o próprio partido - como se o PT já não estivesse suficientemente atolado na lama. Dizem até que, independentemente do resultado das eleições, esse pequeno conglomerado de gênios vai mudar, de vez por todas, uma das mais arraigadas regras de costume do país: quando outubro passar, estará convencionado que o corno é sempre o penúltimo a saber; porque o último é, invariavelmente, o Lula.
Isto posto, ainda há uma ponta de esperança para o Rio de Janeiro... Ainda dá para derrotar o PMDB de menininhos e Marias Rosinhas no estado. Até que enfim uma boa notícia!
- Atenção: este blog virou arena eleitoral... Dane-se. Mais quatro anos de assistencialismo com dinheiro público não vai dar. Aí é melhor partir pra ignorância e desmembrar de vez a Guanabara. Juro que todo mundo vai ganhar mais com isso. Denisão na cabeça. O resto a gente vê depois, se a PF e o TSE deixarem...

26.9.06

Com que roupa?

Sempre resisti em discutir eleições por aqui. Acho que voto é uma coisa muito sua, ou minha, e a não ser que nos sentemos em uma mesa de bar ou de universidade para discutir, ninguém tem nada com isso. Ocorre que minha angústia eleitoral chegou a níveis insustentáveis. Preciso de ajuda, ou ao menos de uma consultoria camarada...
Não vou votar no Lula. Isso tem menos a ver com a minha decepção de jovem-jornalista-de-esquerda; e mais com a minha simples impressão de que, se eleito, o sujeito não vai conseguir chegar ao fim do mandato, e o preço a se pagar vai ser mais caro lá na frente. Rendo-me e, pesarosamente, voto no Alckmin. Aí começa o dilema: pela primeira vez na vida, entrego meu voto a um candidato de direita no Executivo, mas minha base legislativa continua de comunista pra baixo, seja no Senado, Câmara ou Assembléia. O resultado é um balaio de gatos que, em absoluto, não tem a palavra governabilidade como diretriz maior. Eu, que sempre acreditei em coerência eleitoral, vejo-me disparando votos para correntes partidárias opostas. Alguém aí tem remédio pra isso? Algum candidato ao Legislativo que seja de centro, sem aliar essa tendência ao fisiologismo pseudo-emedebista? Que situação...
Uma nota de tristeza: aos dezesseis, quando fiz questão de tirar meu título, já era difícil encontrar candidatos que prestassem. Hoje, vendo que o Collor deve voltar ao Senado pelos braços do povo, estou cada vez mais convencido de que quem não presta são os eleitores mesmo.

21.9.06

Baby Boom (Bem vindo, André!!)

Eles estão chegando. De vários úteros, em diferentes regiões do país. Depois que o Theo resolveu dar o ar da graça, o Cadu, sem dúvida um sujeito que figura entre os primeiros nomes na minha lista melhores amigos, me mandou notícias lá de São Paulo: o André também apareceu. Veio ao mundo mais um sobrinho postiço para ser mimado. Garoto, enquanto eu caminhar por essa vida louca, saiba que você vai sempre poder contar comigo.
Mas a primavera genética não pára por aí. A Claudinha, dona do My Mind Knows It - pode conferir, bem aí do lado - já avisou que a Bruna não tarda. A todos vocês que estão trazendo essas pequenas porções de alegria ao mundo: obrigado! Eu estou muito feliz e pretendo ser um tiozão de primeira, sempre ajudando na (des)educação de seus rebentos, sejam eles vindos ou vindouros!
...O único problema é que tanta placenta voando solta por aí fez com que meu incipiente e sempre hibernante instinto paterno abrisse os olhos por um breve momento para ver o que estava se passando. Mas foi só por um breve momento. Ele já viu que não tem nada com isso, se acalmou e voltou a dormir profundamente. Graças a Deus, amém; e obrigado, Senhor!

15.9.06

Para você que chega...

Teu nome sagrado,
Homenagem aos deuses,
Encontra em ti mensageiro de inédita alegria
O que nos leva todos a celebrarmos tua vinda.

Se tua caminhada que ora se inicia
Com pesar ou cinismo apresentar-te espinhos,
Hora nenhuma estarás sozinho:
Um braço forte tens aqui para amparar-te.
Se por ventura um muro alto tentar impôr-se,
Toma nas tuas as mãos de todos nós,
Os amigos de teus pais e teus amigos;
Fala mais alto à parede que te impede:

- Fúria nenhuma há de furtar-me passagem!

Busca tua vida com honra e hombridade
Um porto há de esperar-te, se navegares com arte.
Liberto seja de grilhão ou falso domínio
Kaiser de si, jamais, em teus dias, aceite o mínimo.

Olha! – Vieram todos! Estão aqui!
O teu dia que nasce, não cessam de aplaudir...
Leva sempre, criança, um pouco de nós em ti!

Seja bem vindo, garoto! Tinha um bocado de gente esperando por você.

11.9.06

A última palavra em entretenimento

Esqueça tudo o que você pensa que sabe sobre entretenimento televisivo de conteúdo. Letras Mortas apresenta um lançamento revolucionário que colocará por terra todos os seus conceitos sobre talk-shows. Pessoas de diferentes vertentes profissionais discutem os últimos acontecimentos do país e do mundo de uma maneira completamente diferente de tudo o que você já viu ou possa imaginar... Copacabana Connection - breve numa Confeitaria Colombo perto de você.

30.8.06

Veja só como são as coisas...

Não tem jeito. Todo esse carnaval astrológico em torno de Plutão foi elocubrado com o único propósito de esconder uma simples verdade: foi só mandar um brasileiro pro espaço que já sumiu um planeta. E o Lula, provavelmente, não sabia de nada.

21.8.06

Pequenas doses

Cada um tem suas pequenas receitas de felicidade. Pode ser um pôr-do-sol, pode ser um sorvete de creme com calda de chocolate. São os simples finais felizes para dias não necessariamente tristes, mas cansativos ou estressantes. Minifúndios de alegria adquirida. Nesta segunda-feira, em que comecei a trabalhar às 5 da manhã, foi sentar-me à cadeira do barbeiro para zerar o cabelo e fazer a barba, vendo a Flávia Alessandra peladona na Playboy. Me fez um bem danado, e pelo meus cálculos devo ter remoçado uns 5 anos, a julgar pela nova imagem no espelho. Hugh Hefner é mesmo um gênio... assim como o meu barbeiro.

16.8.06

Mais um passo em direção à incerteza

Atenção. Sem ponto de exclamação, para não soar alarmista, mas sem reticências, para não parecer que temos todo o tempo do mundo para refletir sobre o sexo dos anjos - Atenção: seqüestraram um jornalista. Não foi no Oriente Médio, nem na Colômbia já-não-tão-cartelizada. Foi em São Paulo. Aqui no Brasil. A poucas ruas da redação da mais influente emissora de televisão do país. E olha que isso é dizer muito, porque brasileiros gostam muito de assistir televisão.
Não pediram resgate em cifras. Se aproveitaram dos números de audiência para exigir a exibição de um vídeo com pedidos absurdos de privilégios e regalias penais em nome dos mesmos facínoras que transformaram a própria São Paulo num inferno. Conversa vai, conversa vem, e entre o delírio eleitoral do ex-governador que não fala sobre segurança pública mas quer ser o presidente de amanhã; a tergiversação crônica do ministro que parece mais ocupado em desconversar sobre os escândalos do presidente de hoje; e um secretário estadual que parece entender a polícia como um canil de cães raivosos a serem atiçados contra bandidos em também elevado grau de sandice, a maior e mais influente emissora de TV do país virou refém. E isso é dizer muito, porque brasileiros gostam muito de assistir televisão.
Sem ter o que fazer, e exercendo legítima preocupação institucional com a preservação da vida de seu funcionário, a empresa levou ao ar o famigerado vídeo. Grande erro. O custo em vidas pode ser maior no futuro, se PCC, CV, TC, ADA e tantos outros grupos clandestinos resolverem adotar o expediente para angariar espaço editorial. E todos sabemos que por aqui não há CIA, FBI ou NSA que dê jeito. Só mesmo a PF, que - coitada! - tem só duas letras na sigla. E um monte de outras coisas para se preocupar que não administração penitenciária em nível estadual - A começar pela retidão de propósito e ação da própria PF.
Uma nota sobre administração penitenciária: construíram um mega-presídio no Paraná, em que o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD, mas um na sopa de letrinhas) é levado às últimas conseqüências. São mais de duzentas celas. Seria ótimo pouso para o Sr. Marcola. Mas só Beira-Mar está hospedado lá. É isso mesmo. o Beira-Mar. Muito inteligente, não? Enquanto isso, em São Paulo, criminosos recebem o sagrado indulto do Dia dos Pais. Que idílico...
De volta à vaca fria: milhares de analistas falaram, e a grande emissora garantiu voz ativa a quem corroborou a atitude de veicular o tal vídeo. Atenção: ficou cheirando a edição tendenciosa. Não é possível que a nossa Fantástica revista semanal de domingo não tenha encontrado um do contra sequer. Mas tudo bem. O que importa é que o rapaz foi libertado e passa bem. Então, tudo acabou como deveria.
...Só que não acabou.
Atenção, muita atenção: seqüestraram um jornalista. A bandidagem rompeu mais uma barreira. Olhos abertos: muitos repórteres acreditam na ilusão de um distanciamento sociológico da notícia, e poderiam até então pensar que estavam para sempre a salvo da violência que retratam cotidianamente. Ledo engano. Ser repórter no Brasil pode ser perigoso. Muito perigoso. E não há nada de acadêmico ou sociológico nisso. Já não é mais preciso subir o morro para correr o risco de morrer queimado (Salve, Tim! Rogai por nós!). Nestes dias tão estranhos, se o repórter não vai até o algoz, o algoz vem até o repórter.
Você por acaso se lembra do tempo em que se perguntava "Meu Deus, o que será que vai acontecer se eles resolverem sair das favelas e atacar no asfalto?" Faça um esforço, você vai se lembrar. Deve ter sido lá pela metade da década de 90... Pois está acontecendo. Seqüestraram um jornalista. As leis da guerra dizem que não se deve matar um mensageiro sob bandeira de trégua. Mas em tempos de caos urbano em tão óbvia ebulição, quem é o mensageiro? Qual é a mensagem? Existe trégua?
Atenção. Seqüestraram um jornalista. Negociar e ceder foi péssimo negócio. Se a moda pega, cada repórter vai virar um alvo em potencial, e nós não estamos falando de telefonemas anônimos sob ordens de um deputado que de fato não vai matar ninguém porque já está sob a vigilância dos flashes. Estamos falando de atores do silêncio e do breu social, que não têm nada a perder, e para os quais a vida - seja própria ou alheia - vale muito pouco diante do exercício de terror e afronta a uma máquina pública já enfraquecida por demais em todos os níveis para cuidar e proteger o cidadão comum. E o problema maior de tudo isso é que a história virou notícia de TV. O repórter, que poderia (deveria?) ser preservado, foi transformado na celebridade instantânea do fim de semana, a epítome maior de mais um passo que damos em direção à falência institucional do país. Os bandidos conseguiram tudo o que queriam. Viraram heróis classistas em uma operação meticulosamente bem executada. Com um detalhe: não precisaram de serviço de inteligência ou escutas telefônicas no plajamento - todo o circo foi armado com uma simples tocaia na padaria da esquina. Tudo transmitido via satélite, para milhões de espectadores no sofá da sala. Afinal, brasileiros gostam muito de assistir televisão.

10.8.06

Pela Simplicidade

Sherlock Holmes e Dr. Watson vão acampar. Montam a barraca e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho,deitam- se para dormir. Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas.
Holmes então pergunta:
- E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto, depois enumera:
- Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galaxies e, potencialmente, bilhões de planetas. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de Sorte. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar. Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e insignificantes. Metereologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correto?
Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:
- Watson, seu imbecil! Significa apenas que alguém roubou nossa barraca!

7.8.06

O Porquê

Olha, eu admito...
Isto aqui está às moscas. O editor, humildemente, pede desculpas. E diz que se emenda um dia. Mas um dia é só um dia. Pode não ser hoje, muito provavelmente não será amanhã. E para quem quer saber o(s) motivo(s), o menino que reside em mim desavergonhadamente admite :
Battle for Middle Eath I
Battle for Middle Earth II
...E lá se vai o tempo que eu poderia dedicar a Letras Mortas: está sendo investido em auxiliar Gandalf e Aragorn na difícil missão de salvar a Terra Média, diretamente da tela do meu PC. Meninice. Mas está sendo ótimo. Para os chegados, recomendo ambos os títulos. E o primeiro, como de praxe, é melhor do que o segundo. Então, dito isso, volto um dia... após a derrota final de Sauron.
Uma nota oceânica: não importa o que te digam - the worst day diving is irrefutably better than the best day working.

20.7.06

Pequenas coisas

Hoje eu estava por perto e visitei uma amiga de surpresa, bem no meio do expediente. Valeu muito a pena. Ela ficou feliz, e eu também. Não é bom, isso?
...Sem mais para o momento. Ando um pouco sem ter o que dizer.

10.7.06

Tsc, tsc, tsc...

Tá legal... eu aplaudi Zidane. Aplaudi mesmo. Mas fiquei sem entender como é que um sujeito joga fora de forma tão estúpida a chance de fechar com chave de ouro a carreira. E mais: se era para dar a bendida cabeçada, não era mais prático dar logo na cara e quebrar de vez o nariz do zagueiro? Porra, que idiota!

7.7.06

Aplausos para o "maestro"

Eu não sei quem escrevu. Apenas recebi por e-mail de uma colega de trabalho. Mas é, sem dúvida, a melhor resenha que já li sobre o desastre de Frankfurt.
Não chorem. Aplaudam Zidane. Perder tempo discutindo Parreira? Tentando entender os motivos que fazem Roberto Carlos e Cafu errarem todos os lances como meros amadores nervosos numa peneira? Pra quê ousar entender o que acontece com Ronaldinho Gaúcho de verde e amarelo? Até onde vai a nossa vontade e a realidade do que se chama "CRAQUE"?
Aplaudam Zidane! Passamos 90 minutos vendo os mais caros jogadores do planeta, donos de 90% das propagandas de TV, andarem, errarem, ficarem nervosos, enquanto aquele senhor, de 34 anos, em má fase e quase sacado do time nas oitavas, literalmente acabava com 11 badalados "gênios" do futebol mundial.
Não lamentem, apenas aplaudam Zidane. Queriam show? Tiveram! Queriam craque? Ali estava! Queriam o melhor do mundo? Ele era o carequinha de branco, com a 10. Queriam lances de gênio? Ele nos deu. Queriam lançamentos perfeitos? Ele os fez. Queriam a vaga nas semifinais? (...) Essa, ele nos tomou.
Agora... não percam os próximos dias reclamando, xingando, procurando culpados. Percam horas aplaudindo Zidane! Vejam de novo a partida com calma, apreciem o bom futebol e a personalidade de um verdadeiro craque. Aquele que decide, que resolve quando precisa, que chama pra si, que arrisca, que mantém a calma e que sabe quem é e do que é capaz. Aplaudam! Vamos!! Queriam um novo Maradona? Um novo Zico? Aplaudam! Está no fim, aproveitem!! O craque da década não é negro, brasileiro, magrelo e habilidoso. Também não é bonito, inglês, nem brasileiro e bom menino. Também não é um garotinho nervoso inglês, muito menos um raçudo anão argentino. O craque é o mesmo de 1998, pois craque, aquele de verdade, não esquece como se joga futebol e não se omite na hora do vamos ver.
Não tenham raiva da França. Eles não bateram, não catimbaram. Apenas jogaram futebol. Não torçam contra eles, pois eles têm Zidane, e quem tem tudo isso, não merece ser "secado". A arbitragem, que dezenas de jornalistas colocaram em dúvida, prevendo uma conspiração mirabolante, foi totalmente favorável ao Brasil. Errou contra Gana, errou 3 vezes bisonhamente contra a França, e não teve a menor parcela de responsabilidade na nossa eliminação.
Enfim, meus amigos, eu não vou conseguir dormir muito bem (hoje) não... Tô triste, sem graça, querendo enfiar a cara no travesseiro e até chorar de dó desse povo que parou pra (ver) isso. Mas perder faz parte, e muitas lições devem ser tiradas dessa derrota que, insisto, considero normal. Perdemos para um time de Henry, Zidane, Wiltord, Thuram, Barthez. Não foi pra uma equipe qualquer, e o futebol é assim. Agora, me dêem licença. Vou aplaudir Zidane.

28.6.06

Quem de Nós Dois

- Nas palavras de Ana Carolina:

Eu e você
Não é assim tão complicado, não é difícil perceber
Quem de nós dois vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara...
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
- O que eu já nem preciso!

Sinto dizer
Que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois não cabe mais nenhum segredo
- Além do que já combinamos.
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso, meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço,
Eu não esqueci nada

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro.
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

Eu procurei
Qualquer desculpa pra não te encarar
Para não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar...
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades,
Você conhece o meu sorriso, lê no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
- O que eu já nem preciso!