28.6.11
É tão-somente...
9.6.11
Uma frase de efeito qualquer
26.4.11
Sobre amizade, amor e ubiqüidade
Alguns momentos na vida são verdadeiros e inesperados presentes. É o mundo girando lá fora sem que a gente perceba, até que de repente uma janela se abre. Sorte sua se estiver olhando.
Na última sexta-feira, eu estava de olho vivo e torcendo muito para ver alguma coisa.
Quando colocamos o bote na água, havia um quê de apreensão – a noite não tinha lua, e estava um breu de tão escura. Mas ninguém pensou
A recompensa foram nove quilômetros de beleza e contemplação. Eu sinceramente não sei quanto tempo levou para descermos aquele trecho de rio. Podem ter sido quarenta minutos, pode ter sido uma eternidade. O que sei é que, lá em cima, um risco luminoso se jogava do céu espraiado de estrelas a cada instante, enquanto a água vinha despertar os sentidos a cada queda, como se dissesse: “Acorda! Aqui tem uma surpresa a cada curva! Você está pronto?” – Como no rio, como na vida. Uma epifania, uma gestalt, um sorriso.
Não vou me atrever a especular sobre o que os companheiros de aventura, novos e velhos queridos, estavam pensando ou sentindo. Para mim, foi algo mais ou menos assim:
Em algum lugar do Rio de Janeiro, um grupo de pessoas bem amadas aproveitou o feriado para reunir a turma em celebração à vida: eu estava com eles.
Em outro canto da cidade, um casal de sobrenome muito esquisito colocava as crianças para dormir – não conseguiram babá, então não puderam ir à festa: eu estava com eles.
Dois amigos estavam prestes a passar por um momento difícil. Bem no dia seguinte, a gata preta da bruxa resolveria descansar o corpo e caçar dragões com São Jorge: eu estava com eles.
E o que dizer dos pequenos? Três pingos de gente que amo como se fossem meus... Na sexta à noite, eu velei seus sonos. Estive de vigília ao lado dos berços e sentado na cama.
Bem ao meu lado alguém bradava comandos de remo, e seis pessoas desciam o rio como se fossem uma. Entre respingos que osculavam rostos e braços, e o arranhar dos galhos rasteiros que teimavam em invadir o bote, eu também estava ali.
...E porque me fiz presente em todos esses lugares, merecendo a companhia de pessoas tão ilustres e importantes, tudo sob um manto iluminado de estrelas, pela primeira vez nas últimas semanas eu também estava inteiro. Completo.
E em paz.
27.3.11
Por quê?
6.2.11
Sem Santuário para o Cisne
...Santuário é um filme em que a vaca começa a ir para o brejo sem rebreather quando e porque um mergulhador altamente experiente foge do que havia planejado para a descida. Pela Ordem: nós, seres humanos, somos mesmo teimosos em desenvolver e utilizar tecnologias que nos permitam respirar sob a água, voar, essas coisas. Papai do Céu não nos fez para isso e, portanto, é preciso muito cuidado e respeito ao imponderável quando estamos nesses ambientes inóspitos. Minha sábia bisavó dizia que o mar só afoga quem sabe nadar. Faz sentido: boa parte dos imprevistos em mergulho acontece quando abusamos da autoconfiança e tentamos ir além do que deveríamos. A mesma linha de raciocínio se aplica a outros esportes radicais – eu nunca ouvi falar de um alpinista iniciante morrendo no Everest.
30.12.10
Atividade na laje
27.11.10
Fado Tropical
Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo (além da sífilis, claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,trucidar
Meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora...
Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intencão e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa.
11.11.10
Pequena carta aos que gastam sola de sapato fazendo Jornalismo
27.10.10
Muita Luz
26.10.10
Servidão voluntária
24.9.10
Um elefante não esquece...
9.9.10
O Leão, o Camelo e a Criança
24.8.10
Pérolas aos porcos
14.8.10
Estado Civil: Desinteressado
4.8.10
Oh, really?
3.8.10
Undisclosed Desires
28.7.10
Dois anos para Londres 2012
8.4.10
Dan Brown não tem nada com isso
Jornalista